MEU INTERCÂMBIO: DICAS, INFORMAÇÃO, PREÇO E MAIS

08 maio 2016
Oi todo mundooo!! Tudo bem??

O vídeo de hoje, foi um dos mais pedidos por vocês, mas, desde o começo eu disse que quando o intercâmbio terminasse eu iria vir falar mais sobre ele. No vídeo eu explico tudo certinho, mas, decidi também fazer um post com mais detalhes para quem realmente tem interesse em fazer um intercâmbio e saber como funcionou o meu.

Se você não sabe o que estou falando, fiz um intercâmbio de 4 meses nos EUA. E fiz vlog de tudo. Se você ainda não é inscrito, se inscreva lá no canal para acompanhar!!


Para começar, porque decidi fazer intercâmbio? Sempre tive o sonho de falar inglês, de morar fora. Meu namorado também. Então, unimos o útil ao agradável.

Como funciona o intercâmbio? Ele basicamente é trabalhar e viajar como diz o próprio nome. Esse intercâmbio tem um total de 5 meses começando em novembro. Fomos em dezembro por conta do fim das aulas. Então ficamos trabalhando por 3 meses e tivemos 1 mês de férias.



Ir ou não por agência? Esse tipo de intercâmbio acredito que só pode ser feito através de agência, se eu tiver errada me digam aqui. Mais se o intercâmbio for apenas para estudar, estudar e trabalhar, acho que não é necessário uma agência, mas, a mesma facilita bastante as coisas. Por exemplo com a burocracia da papelada. Que mesmo de fora a gente fica bem preocupada, então, fazendo tudo sozinha deve ser bem complicado, principalmente para os EUA que é um país bem rígido com regras.

Idade para fazer intercâmbio? Para esse tipo de intercâmbio é necessário ter entre 18 e 28 anos e estar na faculdade. Mas, para ir estudar não tem limite de idade e eu penso que se você tem a oportunidade, VÁ! Sendo para morar sozinha, com família, high school, trabalhar, o que seja. É uma experiência incrível!!


E o trabalho? Não sei de outras agências, mas, a minha não deu muitaaaaaas opções de trabalho, era sempre para trabalhar em áreas que o inverno era bem pesado (neve). De salva-vidas, garçom ou em estação de esqui. Detalhe que o único que aceitava mulheres era o de salva-vidas. Então EU não tive outras opções não é mesmo? Então, como disse, fui salva-vidas. No começo é tudo lindo né?! Você sai do Brasil achando que vai arrasar, ficar sentado o dia todo olhando para a piscina. Mas, não é bem assim, a verdade não é NADA DISSO. O trabalho é bem cansativo. Era basicamente nos primeiros dias ficar no topo do toboágua colocando os adultos e crianças na boia. E durante essa semana acontece o treinamento para salva-vidas que consiste em uma prova prática e outra escrita. Se você passar, ok! Se não, você tem uma segunda chance. Caso não passe você é mandado embora. Depois disso você é treinado para ficar nas bordas da piscinas, andando de um lado para o outro, olhando o tempo todo para a água, quando digo o tempo inteiro é INTEIRO. Tem pessoas te fiscalizando o tempo inteiro para ver se você está realmente olhando a água. Com uma boia enorme e pesada debaixo do braço. Isso 7h por dia normalmente e quando eu dobrava o turno, 12h por dia. Com apenas 30min de almoço/descanso que não são pagos. Esse trabalho era pago $10 dólares por hora e a cada 14 dias. E se você chegasse a fazer hora extra, essa hora extra era $15 dólares. E nos feriados como natal e ano novo você ganhava o dobro da hora trabalhada. Dando a MINHA OPINIÃO, eu não indicaria esse trabalho para ninguém e nem o lugar a onde trabalhamos. As pessoas que trabalhavam com a gente eram super legais, mas, os coordenadores e supervisores eram bem grossos e sem educação. Pelo visto não gostavam muito das pessoas que vinham de fora. O trabalho tinha muita panelinha para os queridinhos ficarem nos lugares melhores para trabalhar, zonas mais fáceis de serviço.
Inglês, melhorou? Então! Acho que em algumas partes SIM! Meu inglês era bem básico, mas, minha forma de entender o inglês mudou muito. Entendo muito melhor agora na forma de escutar. Como eu escutava inglês o dia todo o ouvido acabou acostumando com aquilo. Eu ainda tenho muita dificuldade em formar frases, também sou muito tímida, tinha muito medo de arriscar e errar. Sei que errei nisso, mas, acredito que deu para melhorar sim. Mas, o trabalho não ajudava muito. Pois, não podia conversar durante o dia, apenas olhar para a água. Por isso acho que o trabalho não é indicado para realmente aprender inglês.

E a casa? A casa é fornecida pelo sponsor("patrocinador"), que tem uma parceria com a agência. Esse sponsor tem uma parceria com uma pessoa na cidade que disponibiliza a casa para que os intercâmbistas fiquem nela. De graça? Não! O valor era $10 dólares o dia. A casa era comum e tinha tudo dentro.
Comida? A comida a gente tinha que comprar com o dinheiro que recebíamos de salário e também o dinheiro que levamos para "começar". Em relação ao gosto, algumas coisas tinham o sabor diferente, mas, nada absurdamente estranho e não comível. O supermercado ficava sempre por volta de $100 dólares. $50 pra mim e $50 para o meu namorado, que durava mais ou menos uns 15 dias. 

Transporte? Então, a casa que ficamos era um quarteirão do trabalho. Falando assim vocês pensam né?! De boa! Realmente é sim até chover e nevar. Para quem não sabe fiquei em Mason no estado de Ohio e lá, o tempo era assim, tava sol de manhã, de tarde chove e a noite neva. Tudo podia acontecer e nós não tínhamos transporte para ir ao trabalho. A casa era longe de TUDO. Então, para fazer compras era impossível, pois, tudo era bem longe da casa. Mas, pedimos um carro emprestado para o dono da casa e ele emprestou já que ele tinha vários e era bem legal(graças a Deus) e com isso conseguimos fazer tudo.
Telefone, internet e televisão? Na casa tudo isso estava disponível para que fosse usado. O wifi era ótimo, nada a reclamar, todas as pessoas usavam ao mesmo tempo e estava sempre bom. O telefone a gente só usamos para falar com a empresa que gente trabalhava e com o dono da casa. A televisão tinha tv a cabo, mas, era programas bem diferentes dos que assistimos aqui, então a gente usou muito pouco. 

Pessoas na casa de outro país? A agência disse que era para levar presente para os outros moradores de outros países e o que aconteceu foi que, não havia nada mais nada menos que brasileiros, ninguém de outro país para que a gente pudesse treinar mais o inglês.
Estação do ano? No período que fui peguei um inverno que pra mim foi intenso, mas que os moradores disseram que foi um dos mais quentes de todos os tempos, indico que você vá nas estações de sua preferência e para estados aonde elas prevaleçam. 

Indica a agência? NÃO! Não indico a agência que fechamos a viagem por vários motivos que fui citando acima e no vídeo. Eles prometeram muitas coisas que não haviam, falaram muitas coisas que não aconteceram, não deram assistência e por isso eu só voltaria a fechar com uma agência caso realmente tenha muitas pessoas indicando e que demonstre querer ajudar.
Plano de saúde? A agência disse que o plano de saúde deles cobria tudo e na verdade não cobria nada, era como se fosse um cupom de desconto nas consultas que são absurdas sem o plano e não foi isso passado pela agência nas reuniões antes da viagem.

E o último item é NUNCA CONVERTER, mesmo ganhando em dólar ou levando dinheiro do Brasil. Converter vai fazer você deixar de comprar muita coisa legal, mesmo com alguns produtos no mesmo valor que no Brasil ou um pouco abaixo, eu prefiro comprar fora, mas, se você prefere dividir no cartão de 5x ou 12x indico que deixe para comprar quando chegar de viagem, mas, viva intensamente e compre tudo que gostar e que o seu dinheiro dê.
Evite usar cartão de credito, pois, o dólar pode aumentar muito até o encerramento da fatura e ainda tem os impostos altos que cada banco cobra na fatura do cartão.

Espero que tenham gostado do vídeo e do post, que eu tenha ajudado vocês!! Não deixem de comentar e compartilhar com seus amigos que gostam desse assunto.

Beijos! :)

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